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Bebida alcoólica reduz eficácia de vacinas da Covid: verdade ou mito?

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Em busca de respostas, A Gazeta consultou especialistas da área no Espírito Santo e o posicionamento de cada um deles vai ao encontro do que aponta a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm). Mesmo depois de quase seis meses desde o marco inicial da vacinação contra a Covid-19 no Brasil, no dia 17 de janeiro com a enfermeira Mônica Calazans, em São Paulo, uma questão ainda parece gerar dúvidas: existe interação entre o imunizante e o álcool? Circulam diversas vertentes sobre o assunto, havendo quem indique esperar três dias para beber e outros sugerindo uma semana ou até mais tempo de intervalo. Para esclarecer sobre o tema, A Gazeta consultou especialistas da área no Espírito Santo.

Para o médico infectologista Lauro Ferreira Pinto, o consumo de álcool após a vacina é seguro, desde que não seja ingerido em descontrole. “A ineficácia do imunizante, quando misturado às bebidas alcoólicas, é uma lenda urbana. Não existe nenhum impeditivo de uma pessoa tomar vacina da Covid e usar álcool. Claro que, em excesso, não é bom para nada, mas não existe essa história de cortar efeito ou de dar efeito colateral”, afirmou.

Segundo o especialista, em vários locais do Brasil esse tipo de orientação é dada, de que não é possível ingerir álcool após a vacinação. “Isso chega para nós até em termos folclóricos, com maluquices divulgadas em relação à vacina. Não existe nenhum trabalho de interação de álcool com vacina até o momento”, pontuou.

Também para Ethel Maciel, enfermeira, pós-doutora em Epidemiologia, professora da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e consultora da Organização Mundial de Saúde (OMS), as bulas das diferentes vacinas em distribuição não mencionam contraindicação das substâncias juntamente ao consumo de álcool.

Enfermeira, pós-doutora em Epidemiologia e professora da Ufes

“Não há nada na bula das vacinas que contraindique o uso de álcool. O álcool diminui a nossa resposta imunológica – o uso em excesso, claro. Quando tomamos vacina, estimulamos o sistema imunológico. Acaba que alguns profissionais de saúde não recomendam o álcool não porque tenha algum efeito direto sobre a vacina, apenas devido à baixa a resposta imunológica. Mas não há contraindicação, o efeito protetor da vacina não será anulado”

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Da mesma forma, para a infectologista Rúbia Miossi, o excesso de álcool, em níveis de dependência química, é que é o vilão. “Não conheço nenhuma evidência entre consumo de bebida e eficácia de vacina. O que sabemos é que as pessoas que são alcoólatras – dependentes mesmo, com cirrose — têm uma resposta vacinal pior do que quem não tem esse quadro. Mas isso é para quem bebe muito mesmo, não é para quem bebe uma tacinha de vinho. Não há evidência nenhuma de diminuição de efeito da vacina, desconheço essa relação”, concluiu.

Procurada pela reportagem, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) recomendou que o questionamento sobre interações entre álcool e vacinação fosse direcionado à Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).

ANULAÇÃO DOS EFEITOS DA VACINA PELO ÁLCOOL: MITO

E para sanar as dúvidas de uma vez, a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), que tem a proposta de ser uma enciclopédia sobre vacinação, com base em estudos científicos informou que o consumo moderado de bebidas alcoólicas não interfere na resposta gerada pela vacina.

A entidade explicou, no entanto, que a ingestão excessiva ou o uso crônico de álcool pode ter um efeito “imunodepressor”, ou seja, pode reduzir a capacidade de defesa do organismo, deixando a pessoa mais vulnerável a contrair infecções. Então, independentemente da situação, não se deve consumir álcool em quantidade exagerada. Comportamentos responsáveis e positivos, bem como qualquer atitude de prevenção, sempre são bons para a saúde, incluindo aqui a vacinação, afirmou a SBIm.

ES PREVÊ PRIMEIRA DOSE PARA TODA A POPULAÇÃO EM SETEMBRO

Em entrevista coletiva concedida na tarde desta segunda-feira (12), o secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, adiantou que a previsão da imunização no Estado é de que até o mês de setembro a primeira dose toda a população com mais de 18 anos terá sido feita. “Podemos trabalhar com um cenário de consolidado de controle da pandemia. No entanto, precisamos avançar até novembro, talvez dezembro, com o esquema de segunda dose. Podemos avançar no último trimestre, para a vacinação de adolescentes e crianças caso tenhamos vacinas aprovadas”, disse.

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