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O que fazer se um dependente químico se recusa a obter ajuda?

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Mother and teenage daughter having an arguument
Como ajudar alguém que não deseja ser ajudado?

A dependência química faz com que o indivíduo se torne escravo físico e emocional das drogas. Assim, muitas vezes ele se recusa a obter ajuda. Muitos familiares, preocupados, tentam então entender as recusas do dependente químico.

Como ajudar alguém que não deseja ser ajudado? Como continuar vivendo sabendo que existe alguém nas ruas, no frio, com fome e não quer sair dali? Como superar a dependência química?

Estes são apelos desesperados daqueles que perderam a esperança mediante as recusas do dependente químico em relação ao tratamento. O que fazer então?

Por que o dependente químico se recusa a se tratar?

A dependência química é uma das doenças mais complexas do mundo. Isso porque, quando desenvolvida, afeta a parte orgânica do indivíduo, assim como sua mente e seu caráter. Para o indivíduo, muitas vezes é mais fácil manter o vício do que superar as crises de abstinência. Além disso, muitos dependentes químicos se acostumaram a viver em situação de rua, sem obrigações, sem um emprego.

Para eles, enfrentar outro estilo de vida seria como dar os primeiros passos, tal como uma criança que começa a andar, e nem todo mundo está disposto a fazer isso.  Um fator que influencia na decisão por um tratamento é o preconceito que ele enfrenta perante a sociedade. Muitas vezes, o dependente químico tem que enfrentar os julgamentos de seus próprios familiares.

Mais um motivo relevante é a questão da codependência, que influencia diretamente nas recusas do dependente químico para o tratamento.

O fenômeno de codependência e como ele influencia na recusa de tratamento pelo indivíduo

A codependência em dependência química caracteriza-se por um fenômeno onde um familiar passa a viver em função do dependente químico. Existe aí uma dependência afetiva e emocional muito grande por parte desse familiar. O codependente vive única exclusivamente em prol do dependente químico e sofre com ele todas as suas dores. Ele é capaz de ficar sem dormir, comer, assim como sair pelas ruas atrás de seu ente querido.

Está tão doente quanto o próprio dependente químico e pode, inclusive, atrapalhar um possível tratamento. Acontece que o dependente químico, ao se deparar com essa situação, sabe que tem apoio para que continue usando a droga, pois esta pessoa demonstra isso.

Assim o indivíduo que faz o uso da droga se torna capaz de manipular o codependente de uma maneira tão grande que ele acredita que deve fazer de tudo para manter o dependente bem. O dependente químico não pensa nessa pessoa como alguém que sofre, mas sim como um apoio para o seu vício, enquanto que a outra parte se culpa pela doença do outro e acredita que deve fazer algo.

O dependente químico não vê, assim, razões para abandonar o vício, o que resulta nas recusas do dependente químico.

O tratamento da codependência gera reflexos no dependente químico

A partir do momento em que o codependente decide que é hora de cuidar de si mesmo, isso causará reflexos no indivíduo que faz o uso da droga. O familiar codependente irá aprender que nem sempre é possível apoiar o indivíduo dentro da dependência química. Que certas atitudes devem ser evitadas para o próprio bem do dependente.

A mudança de postura desse familiar forçará o dependente químico a procurar novas alternativas para sobreviver. Ele precisa entender que só receberá ajuda se decidir parar com o vício, caso contrário, estará por conta própria. Esta afirmação pode ser um pouco dura, no entanto, ela resultará na queda de recusas do dependente químico que se vê obrigado a pensar no que deve fazer.

Onde buscar tratamento para codependência?

O tratamento para codependência pode ser fornecido por grupos de apoio especializados para esse tema. Na maioria dos municípios brasileiros existem grupos de apoio que fornecem a base para saber lidar com situações relacionadas ao dependente químico.

Acompanhamento psicológico também é uma alternativa, tendo em vista a condição fragilizada do codependente. No entanto, toda a família deve estar engajada a entender sobre a doença e buscar um tratamento adequado para que possa lidar com ela de maneira qualificada.

Internação compulsória, quando optar por ela?

A internação compulsória é uma medida extrema em caso de recusas do dependente químico.

Entende-se por internação compulsória aquela realizada sem o consentimento do indivíduo, uma vez que ele esteja correndo risco. Uma vez identificada situação de risco de morte eminente, a família deve realizar pedido junto ao Ministério Público de sua cidade para que a internação seja realizada.

A justiça irá requerer dos órgãos públicos especializados avaliação para entender sobre o caso e se, de fato, o indivíduo corre risco. É muito doloroso ver um familiar nesta situação, no entanto, as recusas do dependente químico fazem parte da doença. Muitas vezes, é preciso que o indivíduo chegue ao fundo do poço para que compreenda que precisa de ajuda.

O dependente químico precisa querer se tratar

A menos que esteja acontecendo uma das situações acima elencadas, é preciso deixar que o próprio indivíduo tome consciência de como está sua vida.

O tratamento compulsório muitas vezes não garante resultado satisfatório e em pouco tempo o indivíduo volta a fazer o uso de substâncias químicas. É necessário que haja, então, um desejo profundo por parte do próprio dependente, uma vez que o tratamento para dependência química não é fácil.

Mediante o pedido de ajuda, começa o processo de tratamento e com ele as abstinências, dores, arrependimentos e angústias. A família, acima de tudo, precisa estar preparada para os dois casos: o das recusas do dependente químico, assim como o do seu pedido de ajuda, sabendo agir de forma adequada em ambos os casos.

Ficou com alguma dúvida sobre o que fazer se um dependente químico re recusa a obter ajuda? Entre em contato conosco. Nós podemos amparar você!

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